O que todos nós podemos aprender com 2016

Cena de “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin: devemos nos apropriar da tecnologia, mas não podemos deixar que ela tire nossa humanidade – imagem: reprodução

Cena de “Tempos Modernos”, de Charlie Chaplin: devemos nos apropriar da tecnologia, mas não podemos deixar que ela tire nossa humanidade

O ano de 2016 dificilmente será esquecido. Mesmo em quem conseguiu surfar na maré brava que ele representou, ele deixou suas marcas. Por isso, escolhi três palavras –tecnologia, resiliência e transformação– que podem ensinar algo para encararmos 2017. E adianto: ele pode ser melhor!

Em um ano em que tivemos a primeira Olimpíada na América do Sul acontecendo no Rio, grandes movimentos sociais espalhando-se pelas cidades, o impeachment de uma presidente, e uma quantidade sem precedentes de políticos e empresários graúdos indo para a cadeia por corrupção, o que mais impactou a população foi mesmo a crise: ela quebrou inúmeras empresas e catapultou o volume de desempregados para além dos 12 milhões, um triste recorde.


Vídeo relacionado:

O vídeo acima é um resumo (10 minutos) da palestra sobre Marketing de Conteúdo e Inbound Marketing, realizada no Campus São Paulo do Google no dia 28 de julho. Você pode assistir gratuitamente a íntegra do evento, incluindo todos os slides da apresentação, nesta página (1 hora e 32 minutos).


Nesse cenário em que “emprego com carteira assinada” virou artigo de luxo, as pessoas se reinventaram. Muitos começaram a olhar a tecnologia com outros olhos, deixando de ser apenas usuários para encontrar nela maneiras criativas para geração de renda e até mesmo para o desenvolvimento em uma nova profissão.

Possivelmente o exemplo mais emblemático disso seja o Uber, que vem crescendo explosivamente. É possível até mesmo que você conheça alguém que dirija seu carro para a empresa. Apesar de não divulgar quantos motoristas têm hoje, eles mesmos estimam que, só na cidade de São Paulo, já devem ultrapassar os 40 mil. Há um ano, antes da regularização do serviço pela prefeitura, esse número girava em torno de 1.500. Se, para o passageiro, esse enorme aumento trouxe vantagens, para os motoristas fez seus ganhos ficarem bem menores. Ainda assim, na média, eles continuam achando que dirigir para o Uber é um negócio interessante.

E isso faz parte do jogo. Já discutimos aqui as belezas e os riscos de se abraçar “trabalhos digitais”. A dica essencial é: conheça as potencialidades e o funcionamento do que pretende fazer, planeje-se e alinhe suas expectativas. Sem isso, dificilmente a coisa vai acontecer bem. Mesmo no Uber: não é só sair dirigindo! Deve-se ter metas, estudar o mercado. Sem isso, perde-se sua grande vantagem sobre o táxi tradicional, que é a oferta de um serviço diferenciado por cima do simples transporte de passageiros.

Há ainda um elemento que jamais deveria ser esquecido (apesar de muitas empresas não darem muita bola pare ele): as pessoas.

 

Acima de tudo, sejamos humanos!

Outra coisa que 2016 escancarou –e com grande ajuda das redes sociais– foi a importância de profissionais e empresas se relacionarem com seu público e seu cliente.  Um relacionamento genuíno, muito além da simples promoção de serviços e produtos. Em outras palavras, as pessoas querem hoje mais que simplesmente consumir: querem ter voz, poder participar, poder compartilhar e até mesmo ajudar!

O marketing tradicional, que se preocupa mais em empurrar produtos goela abaixo do consumidor, perde força diante dessa nova postura do público. Em contrapartida, novas técnicas como marketing de conteúdo e inbound marketing, que propõem a construção de um relacionamento com os consumidores, ganham mais espaço. Apesar dos seus nomes estarem na moda, o conceito está longe de ser novidade: temos exemplos de marketing de conteúdo ainda no século 19! Mas não há dúvida que as mentes mais criativas estão transformando tudo isso em algo incrível, graças a usos inteligentes da tecnologia digital.

Então o que eu quero que fique claro para todos é que, por mais que tenhamos que ser resilientes diante das provações que a crise nos impõe, por mais que a tecnologia nos ofereça incríveis oportunidades de nos transformar, devemos sempre lembrar que lidamos com pessoas, independentemente do que façamos.

Carl Gustav Jung, criador da psicologia analítica, dizia: “conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.

Ele estava brilhantemente correto.

Portanto, o desejo para 2017 deste entusiasta da tecnologia que lhe escreve é que se apropriem dos recursos digitais que lhes fizerem sentido, de uma maneira consciente e para o seu bem e o das pessoas que o rodeiam. Mas nunca, jamais esqueçam de seu lado humano, pois é isso que nos diferencia das máquinas.

E assim construamos um ano incrível para todos nós!


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