AOL prepara a sua volta ao Brasil

Diversos produtos da AOL, como seu e-mail, já foram localizados (de novo) para o Brasil

Diversos produtos da AOL, como seu e-mail, já foram localizados (de novo) para o Brasil

Ainda estamos em abril, mas essa não é uma notícia do dia 1º. A AOL está mesmo com planos de desembarcar novamente em território brasileiro ainda nesse ano, assim como em outros países da América Latina. Na verdade, a coisa já está correndo na miúda, mas não exatamente em segredo, uma vez que páginas e serviços em português (do Brasil) já estão publicados na Internet.

Para quem não se lembra, a AOL encerrou suas atividades no Brasil em março de 2006, seis anos e estimados US$ 250 milhões de dólares depois de desembarcar por aqui com a promessa de repetir localmente a sua então fórmula vencedora. Uma série de decisões desastradas enterraram os planos da empresa, cuja base final de 130 mil assinantes pagantes foi vendida ao Terra por um valor relativamente baixo.

O inusitado movimento de volta acontece embalado pela mudança do modelo de negócios da companhia, que ainda funciona como provedor de acesso para 6,9 milhões de assinantes nos EUA, mas que vem gradativamente se tornando um portal de notícias e serviços desde 2007. No início deste ano, a empresa lançou uma nova unidade, batizada de MediaGlow, que concentra essas iniciativas e promete lançar mais de 30 sites ainda neste ano. Sua tarefa inglória é reverter a queda nas receitas: no último trimestre de 2008, elas somaram US$ 968 milhões, ainda respeitáveis, mas que representaram uma retração de 23% frente ao mesmo período de 2007.

“Se você for aos sites do México, Argentina e agora Chile, Colômbia, Venezuela e Porto Rico, já encontrará uma boa oferta de conteúdo e versões recentes dos produtos”, contou-me um executivo envolvido com o processo, mas que não se identifica por não estar autorizado a dar declarações. “A idéia era ter esforços comerciais locais, mas a crise brecou todas essas boas intenções. Mas estou certo que elas serão revisadas no fim desse ano ou no começo de 2010”, concluiu.

A bandeira brasileira já é uma das 38 que aparecem na página da AOL Internacional. O principal serviço já liberado em português é seu e-mail, que oferece espaço ilimitado e outros recursos interessantes. Para criar a conta -gratuita- é só ir para webmail.aol.com.br, já em português. O AOL Busca (empurrado pelo Google) e o agregador My AOL (semelhante ao iGoogle) também já ganharam versões brasileiras, em páginas cobranded com a HP (outra coisa pitoresca, a se apurar). O domínio aol.com.br foi revalidado no Registro.br no último dia 22, sob responsabilidade de Jobelino Locateli, executivo especializado em dar consultoria a empresas internacionais que atuam no Brasil.

O que agora eu quero saber é qual será o resultado de tudo isso, ou pelo menos o que a AOL espera dessa sua segunda investida no mercado brasileiro. Na primeira, ela saiu bastante chamuscada pelas labaredas da grana que queimou por aqui.

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3 Respostas

  1. […] começo desse ano, começaram a surgir rumores que a AOL estaria se preparando para voltar ao país, contrariando os prognósticos dos usuários saudosistas mais otimistas. Mas é fato que vários […]

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  2. Querido Macaco,

    Na sua opinião, qual a melhor estratégia que a AOL poderia adotar para voltar ao Brasil? Um player como esse no atual cenário tupiniquim causaria um burburinho razoável…quais os possíveis impactos no nosso mercado com a chegada da America Online?

    Beijos,
    Amanda

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    • Honestamente, eu acho que a volta da AOL não causará grandes mudanças no mercado de Internet local. Eventual barulho aconteceria pela volta desse nomão, depois de sua saída melancólica do país em 2006.
      O regresso deve acontecer de uma forma bastante diferente da anterior, sem provedor de acesso (que já não é o modelo da empresa nem nos EUA) e até mesmo sem um portal representativo. O modelo seria, portanto, muito mais parecido ao do Google e do Yahoo! que o do UOL e do Terra, ou seja, oferecer produtos que sejam bons o suficiente para atrair usuários. Dessa forma, aumentaria o seu inventário para distribuir publicidade online, esse sim o modelo vigente da empresa.
      A dúvida que fica é: os produtos da AOL serão bons o suficiente para apagar a má imagem que a empresa deixou por aqui. O e-mail, a primeira coisa que está desembarcando aqui, é realmente muito bom (eu mesmo o uso), mas terá que convencer, de um lado, usuários avançados, que sempre rejeitaram a AOL (e que abraçaram o Gmail), e, do outro, os leigos (seu principal público), que podem ter perdido a confiança na marca depois do fracasso anterior.
      Gostaria muito de ver a AOL forte de novo no mercado, pois alguns de seus produtos têm qualidade para enfrentar os líderes. Mas precisarão de um belo trabalho de reconstrução de sua imagem por aqui. Isso sem falar de continuar viva nos EUA, livrando-se das ameaças de ser vendida de uma vez.

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