Steve Case volta à AOL

O co-fundador da AOL voltou à empresa para levantar o moral da tropa... mas só como visitante

O co-fundador da AOL voltou à empresa para levantar o moral da tropa... mas só como visitante

O homem que transformou a AOL no primeiro grande gigante online, Steve Case, voltou, depois de anos, à companhia que ajudou a fundar. Mas apenas como visitante. O objetivo era incentivar os atuais funcionários a manter a confiança em um mercado que a empresa já liderou com enorme folga, mas onde agora vem sangrando por anos a fio, ultrapassada principalmente pelo Google.

O evento também marcou a primeira aparição de Tim Armstrong como novo CEO da AOL, função que ele oficialmente assume no próximo dia 7. Ted Leonsis, vice-presidente emérito da AOL e outra estrela dos tempos de glória da companhia, também estava lá.

Armstrong deixou a posição de vice-presidente justamente no Google (onde também era presidente do Google Americas) para assumir a cadeira que pertencia a Randy Falco, que deixa a companhia. Jeff Bewkes, CEO da Time Warner (que controla a AOL), anunciou a mudança com um discurso otimista, sugerindo que Armstrong é a pessoa certa para resgatar os bons tempos do braço online do grupo.

O mercado, entretanto, acredita cada vez mais em indícios de que a Time Warner deve se livrar logo de toda a AOL ou pelo menos de parte dela. O próprio Google já ventilou que pensa em vender a sua participação de 5% na empresa sediada em Dulles, na Virginia (EUA). Por outro lado, boatos como esses existem há anos, e, até agora, a AOL continua lá, “cambaleante, mas firme”. Há alguns anos, mudou o seu modelo de negócios radicalmente, com resultados positivos (mas insuficientes para lhe devolver seu brilhantismo do passado).

Fica a pergunta, por que Armstrong trocaria a sua posição no Google por essa na AOL?

Quanto a Case, ele sempre foi visto como um ídolo interno na AOL, uma espécie de “irmão mais velho” dos funcionários. Com a fusão de US$ 164 bilhões da AOL e da Time Warner em 2001, ele se transformou em CEO da operação resultante, mas não conseguiu resistir no cargo, diante da turbulência causada pelo estouro da bolha ponto-com e de escândalos financeiros. Deixou o cargo dois anos depois, permanecendo ainda no conselho do grupo por outros três. Após isso, sua participação tanto na AOL quanto na Time Warner terminou.

Pá de cal sobre a Silicon Graphics

Velociraptor no primeiro "Parque dos Dinossauros": o pior "vilão" que saiu de uma Silicon Graphics

Velociraptor no primeiro "Parque dos Dinossauros": o pior "vilão" que saiu de uma Silicon Graphics

A Rackable Systems, empresa que oferece soluções para call centers de grande porte, anunciou ontem a intenção de comprar a Silicon Graphics (SGI), que já foi sinônimo de computadores tão poderosos quanto “cool”, e estava em concordata desde 2006. O negócio ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e, se tudo der certo, deve estar concluído em 60 dias.

O valor oferecido é relativamente uma ninharia: US$ 25 milhões em dinheiro. É bem pouco, se considerarmos a história da SGI, que teve grandes momentos, como o fornecimento das máquinas que criaram os dinossauros digitais do filme “Parque dos Dinossauros”, capazes de tirar o fôlego até hoje pelo seu realismo.

Eu me lembro das poucas máquinas da Silicon na Poli, alguns dos “brinquedos acadêmicos” mais bacanudos da USP na época. É uma pena que a empresa não tenha conseguido se adaptar aos movimentos do mercado. Se quiser ler o anúncio oficial da transação, clique aqui.

“Vou estar utilizando” este serviço. E você?

Qualquer um agora pode cadastrar telefones fixos e celulares para não serem mais perturbados pelo telemarketing

Qualquer um agora pode cadastrar telefones fixos e celulares para não ser mais perturbado pelo telemarketing

Desde o dia 27 de março, o site da Fundação Procon-SP oferece um serviço que permite a qualquer um cadastrar gratuitamente os números de telefones fixos e celulares que NÃO devem mais receber ligações do telemarketing ativo. Os bloqueios passam a valer 30 dias após o cadastro. Os desbloqueios -assim como reclamações- podem ser feitos no mesmo site.

O sucesso foi imediato: em seis dias, 50 mil pessoas disseram não aos atendentes que falam no gerúndio, capazes de ligar em um domingo de manhã para oferecer os mais obscuros produtos e serviços. A iniciativa atende ao previsto na Lei 13.226/2008, regulamentada pelo Decreto Estadual 53.921/2008, e afeta também empresas de outros Estados.

Mas nem todo mundo gostou desse brilhante uso da tecnologia para facilitar a vida do cidadão. As empresas de telemarketing prometem entrar na Justiça para que o serviço seja declarado inconstitucional. A conferir.

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