O Volp da discórdia

Linguistas brasileiros estão questionando a iniciativa da ABL (Academia Brasileira de Letras) de lançar a quinta edição do “Volp”, o “Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa”. A publicação traz a grafia “oficial” das palavras do idioma, segundo as regras do acordo ortográfico entre os países de língua portuguesa, em vigor desde o dia 1º de janeiro.

Os críticos argumentam -com razão- que a obra foi organizada unilateralmente pela ABL, sem ouvir Portugal ou os outros países signatários, que podem questionar a grafia adotada pelos brasileiros para palavras polêmicas diante das novas regras. A maioria das dúvidas se refere a palavras grafadas com hífen (ou não).

A ABL se defende, dizendo que suas decisões foram bem embasadas e que não devem gerar polêmica com os outros países. Pode ser mesmo que estejam certos, mas a atitude foi um tanto arrogante. Se outros países contestarem o Volp, será legítimo.

Em entrevista à Folha, Evanildo Bechara, que coordenou o Volp, disparou: “se os portugueses seguirem o acordo que eles assinaram, o vocabulário será igual.” Feio! Muito feio! Quem lhe deu a autoridade para dizer isso?

Ora pois!

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