Another one bites the dust

Há três dias, publiquei um post aqui comentando sobre o crescente cumprimento do temor de que a Internet acabaria com a mídia impressa, citando o caso da morte do Rocky Mountain News. Quase caí da cadeira agora quando recebi, pelo feed da Editor & Publisher, a informação de que o também americano Tucson Citizen publicará sua última edição no dia 21 de março. O jornal, que foi citado no referido post, vai parar depois de 138 anos de jornalismo. Estava à venda desde janeiro, mas a Gannett Co. Inc., que controla o Citizen, não conseguiu compradores.

Outros grandes jornais dos EUA estão na berlinda. A Hearst Corp. já colocou uma marca de morte na testa do San Francisco Chronicle e do Seattle Post-Intelligencer: o segundo deve ser fechado no mês que vem se não conseguir um comprador. Já o Los Angeles Times, o Chicago Tribune e o The Philadelphia Inquirer pediram concordata recentemente.

Espero que eles tenham mais sorte que os colegas de Denver e de Tucson.

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3 Respostas

  1. perdão: “incentivo”

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  2. O fim da mídia impressa é a vitória da superficialidade da notícia, um dos males da internet, muita informação e pouca profundidade, mesmo pq o veículo não é proprio para longas leituras…

    Levante-se ainda a questão da credibilidade dos veículos impressos, com suas pautas cada vez mais comprometidas com interesses empresariais.

    Seria o caso de financiamento/insentivo estatal para publicações menores? Preservar a mídia impressa é uma questão social relevante a esse ponto?

    Uma pena…

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    • Olá Guilhermé,
      Não acho que a superficialidade da notícia seja uma característica do meio online, apesar de ter sido popularizada ali: “Último Segundos” da vida têm uma preocupação quase histérica com o furo, atropelando pilares do bom jornalismo, como apuração cuidadosa e ouvir o “outro lado”.
      Veja o caso do Metro e do Destak, distribuídos gratuitamente nos semáforos e que estão roubando leitores e fatia publicitária dos jornalões e das revistas. São bastante superficiais, feito com cozinha de material alheio, na maior parte das retrancas.
      Acho sim que o jornalismo está em uma crise de qualidade, assim como financeira (e as duas estão ligadas) e isso vale para todas as mídias. As causas são profissionais cada vez menos bem formados e com condições de trabalho cada vez piores.
      Não acho que deva existir incentivo do governo, ou o produto seria igualmente (ou mais) comprometido, a exemplo do que acontece com jornalecos que só saem quando chega anúncio público. Acredito que a solução passa pelo fortalecimento das empresas, para que elas (espero) voltem a investir na produção de qualidade e em todas as mídias. Por outro lado, acho que a Internet é a melhor coisa que já aconteceu para publicações pequenas (e ultimamente até as maiores), justamente por ser barato se fazer algo decente nela.

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